A FORMA DA ÁGUA

Guillermo del Toro apresenta uma fábula romântico-erótica de muito bom gosto e sutileza. De um lado temos Elisa, faxineira de um laboratório de pesquisa americano, se comunica por sinais devido a ser muda, tudo sempre bem compreendido pela sua colega Zelda e pelo vizinho Giles. Em outro lado temos uma criatura marinha a qual foi capturada pelo governo e que serve de estudo devido a ser visto como uma divindade na América do Sul. Ao se aproximarem vivem uma sutil história de amor.

O maior trunfo deste filme é os dois personagens principais não falarem, mas sim interpretar através de suas expressões e movimentos em cena. O diretor consegue retirar deles suas melhores atuações… não há como não se emocionar a cada encontro.

O filme é uma adaptação de O Monstro da Lagoa Negra (1954), mas nada mais atual do que falar de tolerância, diferenças e a real narrativa do amor. Nesta história fica claro que os verdadeiros vilões são construídos pelas escolhas que decidimos seguir em nossas vidas, isso tanto pode nos destruir como nos ajudar a ser alguém melhor (sem entonação piegas).

Um filme que merece cada prêmio, um filme que merece ser visto para servir de reflexão. São cores, sons e fotografia que contam uma verdadeira e complexa história de amor na sua essência.

“A linha dramática, encabeçada pela interpretação inteligente […] de Sally Hawkins, efeitiça o espectador. O amor não fala nesse filme. Ao invés disso, nada com um estilo incomparável”. Boston Globe

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