CHATÔ – O REI DO BRASIL

Hoje, 20 anos depois, o milionário projeto vai, aos poucos, perdendo o ar de lenda urbana e ganhando as telas de cinema do país.

Assis Chateaubriand, também conhecido como Chatô. Primeiro magnata das comunicações do Brasil, destacando-se entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, tinha uma próxima e polêmica relação com o ex-presidente Getúlio Vargas. Chatô era uma figura polêmica por natureza, não apenas pelos seus atos mas também por suas crenças. Fez fortuna e fama através de seus jornais, os Diários Associados, mas defendia com unhas e dentes que “anúncio é dinheiro, notícia é perfumaria”.

Para narrar esta saga pelo poder, o diretor Guilherme Fontes construiu a vida de seu personagem principal a partir de um julgamento realizado na TV, no último dia de sua vida, em pleno horário nobre de domingo. Moribundo, o próprio Chatô vê desfilar diante de si pessoas importantes em sua trajetória, das amantes às esposas, dos parceiros de trabalho aos inimigos. Por mais que certas situações sejam propositalmente exageradas, o fundo de verdade ali existente é também um triste retrato do que foi e ainda é o Brasil.

Marco Ricca está brilhante e também boa parte do elenco.

“Mais do que um filme poderoso, Guilherme Fontes conseguiu fazer uma grande alegoria do Brasil nestes anos que tomaram a realização do filme. O país de “Chatô”, com suas riquezas, preconceitos, jeitinhos, corrupção e contradições, não está nada distante de 2015”. Gazeta do Povo

 

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