HOMEM IRRACIONAL

Abe é um professor de filosofia problemático e deprimido que se muda para uma cidade pequena para dar aulas na universidade local. O sujeito é um clichê ambulante do pessimismo que, sem querer querendo, seduz professoras e alunas, inclusive a Emma Stone. A certa altura, acontece uma morte, e “Homem irracional” vira suspense, mas sem abandonar o humor negro.

O personagem principal, enxerga no planejamento de um crime o estímulo para sair do marasmo, inclusive sexual. Ao ouvir uma conversa sobre um juiz que prejudicou uma mãe tirando-lhe a guarda dos filhos, o professor decide dar cabo do magistrado. Por não ter ligação com a vítima, acredita, não será suspeito e cometerá o crime perfeito, crença que manterá até o desenrolar rocambolesco da trama aprontar suas armadilhas.

Allen mais uma vez recorre ao artifício da filosofia. Entre citações a Kant, Simone de Beauvoir e Sartre, há boas sacadas sobre a adequação dos ideais filosóficos ao “terrível mundo real” (parafraseando o filme) e exemplos interessantes envolvendo Anne Frank e livre arbítrio.

“Homem Irracional é outra etapa da meditação de Allen sobre o castigo e a culpa. É como se recuasse um pouco diante do horror de suas conclusões anteriores.” Estado de São Paulo

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