AS DUAS FACES DE JANEIRO

Um jogo de aparências que se desmonta cena a cena, expondo segredos precários de todos os envolvidos. É o caso de Chester e Colette, aparentemente milionários em férias na Grécia, onde conhecem um guia americano que se torna amigo dos dois. Este representa uma ameaça ao se mostrar atraído pela esposa do amigo, mas torna-se necessário na vida dos turistas quando um suposto assassinato entra em cena.

Rydal, o guia americano, é inesperadamente envolvido numa trama suspeita do casal, que precisa fugir com a ajuda do guia – que nunca procurou esconder a atração que lhe desperta a jovem esposa do outro.

Buscando a sutileza, o diretor confia a seus personagens a alternância de climas e sensações, num equilíbrio frágil que sempre flerta com o perigo e faz justiça à autora do texto original.

O roteiro cuidadoso emprega diversas simbologias para aproximá-los na relação de amizade, rivalidade e paternidade (Rydal ainda sofre com a perda do pai, e durante um momento de crise, finge ser o filho de Chester). Diante do cenário grego, a narrativa apela para a estrutura clássica e metafórica de Édipo, atualizando a figura do anti-herói que precisa desafiar o pai e desejar a mãe para alcançar o seu trágico destino.

“Agraciado com um elenco excelente – Mortensen e Isaac nos maiores papéis – [o diretor] acrescenta belos detalhes e camadas de enredo, apontando para uma sepulcral perturbação edipiana, realçando um ardor sexual e, suavemente, acentuando o ritmo da narrativa.” New York Times

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