O GRANDE HOTEL BUDAPESTE

Uma das mais equivocadas críticas que se pode fazer do cinema de Wes Anderson é dizer que é só estética e com pouca história.

O novo longa gira em torno de um velho escritor que decide contar a história do tempo que passou no Grande Hotel Budapeste, quando ficou conhecendo o dono do local, que lhe contou a história de como virou dono do lugar. Sim, temos uma história dentro de uma história dentro de outra história. O espectador, no entanto, não precisa ter medo de ficar confuso, pois tudo flui de forma muito natural, seja a mudança de narrador, seja a passagem de tempo dentro de cada trama. Entre as histórias vividas pelos dois, estão o roubo de um famoso quadro renascentista, a batalha por uma fortuna de uma família e mudanças que atingiram a Europa durante a primeira metade do século XX.

Trata-se de uma obra belíssima, livremente inspirada em textos de Stefan Zweig, poeta e dramaturgo austríaco que faleceu em Petrópolis/RJ na década de 40. A trilha sonora de Alexandre Desplat é fascinante e conduz a história com a delicadeza e também o humor presente no estilo de Anderson. Esteticamente, estamos falando de um filme especial. O direção de arte, os figurinos, o cenário… Tudo é muito bem pensado e desenvolvido.

“Um filme extravagante e incrivelmente mágico sobre amor, roubo, assassinato e contratempos cômicos, passado no cenário fantástico de uma Europa central imaginária. O belo e muito agradável “O Grande Hotel Budapeste”, de Wes Anderson, é o melhor filme de seu diretor”. Screen International

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